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Disruptores endócrinos: as toxinas invisíveis do cotidiano

  • Foto do escritor: Rute Lobo
    Rute Lobo
  • 6 de mar.
  • 1 min de leitura

Atualizado: 8 de mar.


Disruptores endócrinos são substâncias químicas capazes de interferir no funcionamento do sistema hormonal. Esses compostos podem imitar, bloquear ou alterar a ação de hormônios naturais do organismo.


Nas últimas décadas, a exposição a esses compostos tem sido amplamente estudada devido ao seu potencial impacto na saúde humana.





Onde encontramos disruptores endócrinos


Diversos produtos do cotidiano podem conter substâncias com potencial de interferir no sistema endócrino, como:


  • plásticos contendo bisfenol A (BPA)

  • ftalatos presentes em embalagens e fragrâncias

  • parabenos utilizados como conservantes em cosméticos

  • pesticidas agrícolas

  • compostos presentes em panelas antiaderentes


A exposição pode ocorrer por ingestão, inalação ou absorção pela pele.



Possíveis efeitos na saúde


Estudos têm investigado a associação entre exposição a disruptores endócrinos e diferentes condições, incluindo:


  • alterações hormonais

  • distúrbios metabólicos

  • infertilidade

  • alterações da tireoide

  • puberdade precoce


Embora os efeitos dependam de diversos fatores, como: dose e tempo de exposição, pesquisadores consideram importante reduzir o contato sempre que possível.



Estratégias para reduzir a exposição


Algumas medidas simples podem ajudar a diminuir a exposição diária:


  • evitar aquecer alimentos em recipientes plásticos

  • preferir recipientes de vidro ou inox

  • reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados

  • escolher cosméticos com menor número de aditivos químicos



Referências científicas

Gore AC et al.EDC-2: The Endocrine Society's Second Scientific Statement on Endocrine-Disrupting Chemicals.Endocrine Reviews, 2015.

Heindel JJ et al.Metabolism disrupting chemicals and metabolic disorders.Nature Reviews Endocrinology, 2017.

WHO / UNEP.State of the Science of Endocrine Disrupting Chemicals.World Health Organization, 2013.

 
 
 

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